quarta-feira, 4 de março de 2015

A culpa é (sempre) do mordomo

publicado na edição de hoje, 4 de março, do Diário de Aveiro.



Diz-se que “mais vale a dura verdade que a melhor das mentiras”. Tomara que alguns sectores da nossa sociedade tivessem esta frase como referência, como, por exemplo, o sector económico, o financeiro e o sector político.
No primeiro caso temos um “ex” gestor de topo e de referência empresarial, Zeinal Bava, que, em plena Comissão Parlamentar de Inquérito, afirma não ter memória, consegue desresponsabilizar-se de tudo e tornar-se (para além do ridículo e viral) um simples e mero ‘amador’ na gestão. No segundo caso, o “ex-dono disto tudo” e o banco de referência nacional tornam-se arma de guerra familiar e num verdadeiro enredo siciliano. Ninguém usurpou nada, ninguém faliu nada, a responsabilidade de tudo era do “contabilista”. No caso da política, a realidade é demasiado frustrante e angustiante. Nada que nos admire tal é a imagem de fragilidade ética transmitida por parte da classe política. A verdade é que, salvo raras excepções, os discursos e as retóricas políticas não correspondem às realidades conhecidas e vividas. Mais… a seguir a uma constatação e a uma dúvida tornadas públicas, raramente surge um esclarecimento capaz e factual ou o assumir as responsabilidades. Os exemplos são muitos e vêm de muitos quadrantes políticos, seja a nível partidário, seja a nível governativo.
Ao caso, não vale a pena Pedro Passos Coelho vir lamentar-se de que está em ano eleitoral e que há quem se preocupe publicamente muito com ele. Essa é a história da política em anos eleitorais e da pressão pública sobre os candidatos. Sempre foi e sempre será, com toda a naturalidade. Até porque, como diz a sabedoria popular, quem não deve não teme. Fosse ele candidato norte-americano, nem que fosse à comissão de moradores do bairro, e seria “esfolado vivo”. Fosse ele deputado ou primeiro-ministro de um país nórdico (p. ex. Suécia ou Noruega) e à primeira contribuição não paga seria exposto em praça pública.
Mais do que a averiguação de eventuais responsabilidades é a forma como Passo Coelho, em jeito de “conto ou fábula infantil”, explica os factos. Lembremo-nos, por exemplo, a trapalhada com a Tecnoforma (explicações tardias, faltas de memória - agora chamadas de “Bavas” em vez de “brancas” - quanto a exclusividades e valores recebidos, documentos desaparecidos). Agora, veio a público nova polémica envolvendo o nome do Primeiro-ministro (raio do ano eleitoral) com a dívida, acumulada durante cinco anos, à Segurança Social (2880 euros, acrescidos de juros de mora, perfazendo o total de 3914 euros). Mas mais do que a polémica factual é a falta de respostas cabais para perguntas simples/pueris: erro processual da Segurança Social (palavras do ministro da tutela) ou incapacidade da Segurança Social (palavras do próprio Primeiro-ministro). Nem uma palavra em relação ao que, de facto, aconteceu; porque não foi paga a contribuição (como qualquer trabalhador), sendo esta uma obrigação mais que conhecida e da sua inteira responsabilidade; porque não foi o contribuinte Passos Coelho notificado, como são milhares e milhares de portugueses; porque é que falta capacidade processual e tributária à Segurança Social; porque é que o facto surge, só agora, em pleno ano eleitoral. Estas são, entre muitas outras, algumas questões que deveriam preocupar Passos Coelho numa explicação cabal ao país, porque a deve por força do cargo que ocupa.
Mas não se pense que à oposição basta vir de bandeira em riste a terreiro bradar a sete ventos que o “rei vai nu”… porque, no caso da imagem e ética política, são poucos os que ainda vestem roupa. Nem ao PS recorrer a todas as pedras que lhes surgem no caminho, porque os telhados de vidro são imensos e ainda frescos. Por exemplo, basta recordar o episódio de António Costa quando comprou uma habitação com recurso a crédito bancário e não pagou a contribuição autárquica nem a SISA (à data). Justificação do actual líder socialista: “tudo se deveu a meros lapsos do banco e da secretária que lhe preencheu a declaração”. E mais… nem a “arma socialista” do ex-presidente do Instituto da Segurança Social (do tempo da governação de José Sócrates), Edmundo Martinho, que acusa Passos Coelho de evasão contributiva, é mortífera e muito menos causará qualquer beliscão ou arranhão. Porque o feitiço vira-se contra o feiticeiro. Primeiro saber se uma dívida de cinco anos à Segurança Social, no valor de 2800 euros, é evasão contributiva ou fruto de algum recálculo. Segundo, importa questionar o ex-presidente o porquê do ISS não ter cobrado, atempadamente, nem notificado, a dívida ao cidadão Pedro Passos Coelho, precisamente quando Edmundo Martinho, era o responsável máximo pela competência da estrutura que dirigia.
Depois admiram-se da malta não votar....

De caso em caso até ás legislativas

Quanto estamos muito perto das eleições legislativas temos assistido ao surgimento de vários casos nos dois principais partidos que são alimentados pela comunicação social e depois alvo de discussão nas redes sociais. Nos dias de hoje já não são os media que alimentam a intriga com os seus debates e colunas de opinião, mas o cidadão anónimo que comenta tudo e mais alguma coisa. 

Os principais candidatos a São Bento têm estado sob fogo cruzado por causa de declarações que deixaram o aparelho socialista em choque e devido a um pagamento "esquecido" à Segurança Social de Passos Coelho. Estes dois casos têm feito as manchetes, mas não só. As respectivas estruturas partidárias ficaram indignadas com as palavras de Costa aos chineses em que, indirectamente, elogiava o executivo e agora a alegada falta de contribuição do primeiro-ministro ao Estado há uns anos atrás. 

Infelizmente vai ser assim até ao próprio dia da eleição. O problema é que as acusações não se vão ficar por aqui uma vez que novos casos vão aparecer, além de uma coisa mais grave. O caso Sócrates renascerá várias vezes, em particular se o PS insistir neste tema do esquecimento do primeiro-ministro na altura do voto. 

Quem vai ser o grande beneficiado disto tudo? O partido liderado por Marinho Pinto pois claro. 

terça-feira, 3 de março de 2015

Quem quer tramar Passos Coelho

A polémica em torno da falta de pagamento de Passos Coelho à segurança social é mais uma manobra de bastidores para atingir o Primeiro-ministro em vésperas de eleições. Tal como aconteceu várias vezes com José Sócrates, o actual chefe de governo também está a ser alvo de denúncias anónimas que chegam à comunicação social. No entanto, ao contrário do que sucedia com o ex-primeiro-ministro, os problemas envolvendo Passos Coelho são apenas de natureza fiscal. Ou seja, não declaração de rendimentos enquanto era trabalhador dependente e independente ao mesmo tempo. Após o caso Tecnoforma surge este caso. 

Não é por acaso que o objectivo para destruir a credibilidade política do líder social-democrata passa por encontrar telhados de vidro em matéria fiscal, ou não fosse ele o grande combatente da evasão fiscal como forma de manter as contas públicas em ordem. Passos Coelho vai dar os esclarecimentos no Parlamento, à semelhança do que aconteceu com o caso Tecnoforma que desapareceu no seguinte a ter aparecido. Considero mais grave os casos que tiveram o nome de Sócrates em pano de fundo porque eram questões de natureza criminal. De facto, o actual chefe de governo pode ter arranjado forma de não pagar. Isso não justifica o alarido que se tem feito. Talvez Passos Coelho não contasse que os seus "problemas" com a administração tributária viessem alguma vez a público. É pena que só venha o nome do primeiro-ministro nesta embrulhada que deve envolver ainda mais pessoas com responsabilidades. 

Na minha opinião, e apesar de considerar que Passos Coelho deveria ter cumprido as suas obrigações fiscais na altura, penso que o primeiro-ministro tem respondido à altura e é por isso que o assunto morre à nascença. Coisa que não acontecia com o prisioneiro José Sócrates. 

segunda-feira, 2 de março de 2015

jornada 23

O FC Porto goleou o Sporting e continua a morder os calcanhares do Benfica. O jogo no Dragão significou o adeus dos leões ao segundo lugar, estando apenas com mais um ponto de vantagem sobre o Sp.Braga. No entanto, os minhotos têm de obter bons resultados perante FC Porto e Benfica nas duas próximas jornadas para sonharem em disputar a pré-eliminatória da Champions League. Apesar do mau momento, tenho dúvidas que o Sporting deixe escapar a terceira posição.

Os azuis e brancos venceram justamente o desafio no Dragão porque foram os melhore durante todo o encontro. Christian Tello e Jackson Martínez foram os grandes obreiros desta vitória, como tinha acontecido na jornada anterior no Estádio do Bessa. A dupla está num bom momento de forma nesta série de três jogos consecutivos com grau de dificuldade elevado. O jogo na Pedreira será muito importante para as duas equipas.

Nesta jornada mais dois destaques. Leonel Pontes abandonou o comando técnico do Marítimo. Há muito que não se via a equipa madeirense jogar tão mal quanto tem feito. O Vit.Guimarães obteve a primeira vitória na segunda volta precisamente contra a equipa proveniente da Madeira. Belenenses e Paços de Ferreira prometem lutar pela Europa. 

Positivo
Exibição de gala do FC Porto, Christian Tello e Jackson Martínez frente ao Sporting: goleada do Benfica contra o Estoril, boa vitória do Sp.Braga em Vila do Conde, jogo aberto em Barcelos

Negativo
Fraca exibição do Sporting no Dragão, Estoril em baixo de forma na Luz, saída de Leonel Pontes como treinador do Marítimo, contestação a Rui Quinta

Jogador da Jornada: Christian Tello (FC Porto)
Treinador da Jornada: Julen Lopetegui (FC Porto)
Melhores jogadores do campeonato: Hassan, Marco Matias e Bruno Moreira com cinco citações

Um povo de emigrantes

O nosso povo sempre teve a ambição de procurar sorte profissional no nosso país. Não existe país neste mundo que não tenha um português. Tentar melhores condições de vida sempre foi o primeiro aspecto que está por detrás da saída de Portugal. Acredito que não seja fácil para uma pessoa abandonar Portugal, mas a falta de oportunidades e as condições em que muitos trabalham são razões legítimas para deixar outras coisas para trás, como é o caso da família. 

Perante isto não percebo porque razão alguns analistas insistem em associar à emigração as más políticas governativas do actual executivo. Sempre houve e haverá um fluxo migratório de Portugal para o estrangeiro em maior número do que a situação contrária. O facto de haver pouco emprego e alguma precariedade sempre foi um problema do país que não gera crescimento para proporcionar uma economia forte. 

O facto de haver tantos emigrantes portugueses em cada canto deste mundo também é positivo uma vez que a nossa marca é apreciada no estrangeiro. Como foi revelado pelo jornal i há um tempo atrás, os portugueses são um caso de sucesso. Não é só no futebol onde José Mourinho e Cristiano Ronaldo lideram que somos os melhores. Existem outras áreas de excelência que têm cidadãos nacionais como principais protagonistas. A emigração não tem de ser sempre vista como uma situação negativa. O problema é que em Portugal não há condições suficientes para os estrangeiros arriscarem numa vida profissional de sucesso. 

domingo, 1 de março de 2015

Olhar a semana... “Xiè Xiè” (Obrigado)


Esta deve ter sido a expressão chinesa (obrigado) mais usado pelo líder socialista, António Costa, nas comemorações do novo ano chinês (ano da cabra) que celebrou junto da comunidade chinesa, no norte do país. Mas um simples obrigado transformar-se-ia numa enorme dor de cabeça para António Costa, para alguns socialistas, a que se juntou o gáudio da coligação que suporta o Governo.
Ao elogiar o investimento chinês em Portugal, numa altura em que muitos não acreditaram no país, o candidato socialista a Primeiro-ministro mostrou-se, para além do sentido de Estado, solidário com a actuação do Governo, afirmando que “a situação [do país] de hoje é bastante diferente do que em 2011”, agradecendo à comunidade chinesa “que o país tinha condições para vencer a crise”.
Os apoiantes de António Costa vieram a terreiro justificar e clarificar que as palavras proferidas tinham um contexto próprio e que o líder socialista as tinha dito em defesa de Portugal perante o investimento estrangeiro (ao caso, chinês).
Mas a questão não passa pelo facto de PSD e CDS, alguns militantes ou simpatizantes, terem aproveitado, politicamente, o discurso de António Costa e a contradição com as constantes críticas à actuação do Governo de Passos Coelho. Isso era expectável e teria sido igual se os papéis fossem invertidos. Nem se afigura como relevante o recurso à estatística europeia para justificar as afirmações (porque há iguais trunfos do lado do Governo, como as baixíssimas taxas de juro do empréstimo ou a diminuição da taxa de desemprego).
Há outros aspectos a ter em conta e que geraram, nos apoiantes de Seguro e noutros socialistas, algum mau estar (como, por exemplo, a reacção pronta de Alfredo Barroso).
Não faz sentido, mesmo naquele contexto, que o principal candidato da oposição a primeiro-ministro tenha, no dia-a-dia, um acentuado e permanente discurso crítico em relação às políticas do Governo, ao estado do país, à austeridade, à falta de investimento, ao atraso da nossa economia, e, num determinado momento, só porque fala para investidores estrangeiros, esqueça tudo o que sempre criticou. Até porque haveria muitas formas de agradecer o investimento chinês sem se “colar” ao Governo.
Além disso, é curioso que António Costa faça um tal elogio, essencialmente no conteúdo, quando foram inúmeras as críticas socialistas ao Governo de Passos Coelho relacionadas com a venda da EDP que, curiosamente, acabou nas mãos de capital chinês.
Independentemente do exagero dos aplausos da direita à eventual “gaffe” de António Costa, a verdade é que se a polémica não tivesse feito qualquer sentido, se o conteúdo das afirmações (muito para além da forma) não tivesse tido impacto político, não teriam gerado a insatisfação e o incómodo interno, nem o líder do PS teria necessidade de vir, publicamente, esclarecer as afirmações (o que só veio, como se diz na gíria, ‘deitar mais lenha para a fogueira’).
Entretanto, o país agradece o nobre gesto patriótico de António Costa e o Governo também… “Xiè Xiè”.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Figuras da Semana

Por cima

Alexis Tsipras - O primeiro-ministro grego conseguiu uma boa vitória para o seu país depois do Eurogrupo ter aprovado o seu plano de reformas. Após esta decisão o executivo tem a tarefa complicada de tornar a vida da população bem melhor do que tem sido até hoje. O primeiro teste à popularidade de Tsipras, Varoufakis e dos restantes governantes começa agora. 

No meio

António Costa -  O secretário-geral do Partido Socialista cometeu uma gaffe que deixou o aparelho mal-disposto. Numa conferência de celebração do novo ano chinês, Costa disse que o país está bem melhor do que estava há quatro anos. Ora, o líder socialista acaba de dar uma ajuda a Passos Coelho numa altura em que está a perder pontos nas sondagens. A pouco e pouco António Costa vai mostrando um pouco de Seguro que tem dentro de si. 

Em baixo

Julen Lopetegui - O treinador do FC Porto festejou uma vitória difícil frente ao Boavista optando por criticar as arbitragens que supostamente estão a ajudar os encarnados a manterem-se na liderança. Lopetegui não tem feito outra coisa senão dar bicadas no rival e não elogia a sua equipa que tem praticado um bom futebol. O espanhol já percebeu como funcionam as coisas e prefere manter pressão sobre os árbitros que vão apitar os jogos do Benfica. Veremos se o treinador supera as próximas dificuldades que começam amanhã frente ao Sporting e acaba numa complicada deslocação a Braga na próxima ronda. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

De braço-dado ou sozinho...



Surgiu neste texto do Francisco Castelo Branco uma curiosa abordagem ao que tem sido o tabu pré-eleitoral das legislativas deste ano.
Primeiro porque são conhecidos os principais actores candidatos ao cargo de primeiro-ministro; segundo porque é normal este estádio de limbo enquanto se afinam as “armas” que se levaram a combate quando se acenderem as luzes da ribalta da campanha eleitoral.
É, por isso e nesta altura, a principal interrogação eleitoral: o tabu que gravita em torno de eventual coligação pré-eleitoral PSD-CDS ou da ida às urnas separadamente. A esta questão o Francisco adicionou uma “pitada de sal”, prontamente ‘saboreada’ pela Mafalda: a liderança do CDS. E bem… porque as duas questões não são dissociáveis.
Decorria o ano de 1982 quando me filiei na Juventude Centrista. Percorri, desde essa altura, muitos anos de militância, de campanhas, de concelhias (uma das quais já pelo CDS). Há vários anos que a veia ideológica social-democrata teimava em demonstrar-me alguma diferenciação partidária entre as convicções e a militância centrista. Mas, mais importante ainda, foi a minha decepção (tal como o Franscisco refere) na excessiva personificação partidária do CDS, após o falecimento de Adelino Amaro da Costa e do fim da AD. Refiro-me, por exemplo, a Freitas do Amaral, a Manuel Monteiro e a Paulo Portas. Excepção feita, diga-se em abono da verdade, para essa personalidade de excelência que foi (e é) Adriano Moreira. Impunha-se esta declaração de interesses para que não haja qualquer tipo de dúvidas.

Tenho algumas concepções diferenciadas do texto do Francisco.
Desde há muito que as lideranças do CDS sempre foram, principalmente pela questão da personificação do cargo, muito frágeis, tal como o posicionamento do partido no espectro partidário nacional. Basta recordar que foi sempre pela mão de coligações/acordos pós-eleitorais que o CDS chegou ao poder (com Mário Soares, com Durão Barroso, com Passos Coelho).
Neste momento, em contexto de ano eleitoral, o CDS só tem à sua frente um único destino: a sua irrelevância futura na política nacional.

Razões:
1. Não pode, nem consegue, negar o seu passado recente enquanto parceiro e membro deste Governo e corresponsável com as políticas que foram implementadas. Concordasse ou não com elas. Irrevogavelmente não bateu com a porta, não deu um murro na mesa, assinou sempre por baixo (mesmo que contrariado).
2. Ir isoladamente a eleições é o mesmo que um suicídio político, já que não consegue encontrar discurso que o afaste deste três últimos anos.
3. Propondo-se a uma eventual coligação pós-eleitoral com o PS (tal como muitas vezes foi referido e escrito) seria a pública adjectivação de um partido apenas preocupado com a cadeira do poder.
4. Alterar a liderança, nesta fase, era mais um tiro na já frágil sobrevivência partidária. Seria uma enorme divisão interna e seria, publicamente, uma tentativa incompreensível e condenável de desresponsabilização pelos anos de governação. O eleitorado e os eleitores não iriam aceitar.

Portanto, ao CDS resta manter-se (em “coma”) ligado à máquina da coligação, esperar que o PS continue a não ser alternativa (ou a não descolar nas intenções de voto) e assim ter a esperança de, pelo menos no nome, continuar a ser relevante em mais quatro anos.
Tenho muitas dúvidas, como se sabe.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Está na hora de mudar a Porta

O resultado das próximas eleições legislativas vão definir o futuro de todos os partidos a não ser que o vencedor não alcance maioria absoluta nem consiga efectuar uma coligação. Neste caso o mais provável é termos um segundo acto eleitoral geral em 2016. 

O momento diz-nos que o PS vai ganhar sem maioria e que os dois partidos da coligação chegam perto do primeiro lugar. Ainda faltam alguns meses, mas se a futura coligação conseguir o milagre de ultrapassar os socialistas nas sondagens vão ter que fazer coligação com o partido liderado por Marinho Pinto. 

O CDS pode vir a ser muito afectado no próximo acto eleitoral, pelo que, é normal que a actual direcção queira ir a jogo em conjunto com o PSD. O melhor seria ir sozinho para saber qual o verdadeiro valor actual do partido. Penso que o episódio do irrevogável do líder centrista não deixa outra alternativa. Uma vez que não se afigura um bom resultado para o CDS (coligado ou não com o PSD) seria importante fazer um análise interna sobre os últimos anos. Não os quatro anos de governo, mas aqueles que estiveram sob a liderança de Paulo Portas. Tal como vai acontecer com o PSD (e talvez o PS) é importante uma reflexão profunda além da organização de congressos sem interesse nenhum e com características comunistas. 

O movimento liderado por Filipe Anacoreta Correia promete dar luta a esta direcção que se tem eternizado no poder. Uma nova liderança também permitiria ao partido abrir-se a outros sectores e ideologias. Infelizmente o CDS tem-se caracterizado por ser um partido que não altera o seu líder há bastante tempo. Na política esta situação é má. Os partidos devem ser mais abertos e democráticos. Isso não acontece nos dias que correm no PP. 

Espero que a porta da discussão sobre a liderança seja aberta após as eleições legislativas. A bem do CDS, mas também de Portugal.

O facilitismo da banalidade discursiva



Em pleno processo negocial do programa de ajustamento financeiro à Grécia, são mais as polémicas e as movimentações paralelas do que o confronto de posições políticas entre a Alemanha, a União Europeia e o Governo grego.
As mais recentes boçalidades políticas demagógicas vieram pela voz e intervenção do ex-primeiro ministro luxemburguês (abraços com alguns processos pouco claros) e actual presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Segundo a agência noticiosa Efe, o actual sucessor de Durão Barroso, numa intervenção perante o Comité Económico e Social da União Europeia, terá admitido erros graves nos programas de ajustamento e nas políticas de austeridade impostos a Portugal, Irlanda e Grécia (esta ainda em fase de ajustamento): «a troika ‘pecou contra a dignidade’ de portugueses, gregos e também irlandeses», concluindo que «é preciso rever o modelo e não repetir os mesmos erros». Nas mesmas circunstâncias, Juncker afirmou que, pelo facto de ter presidido ao Eurogrupo durante os processos de ajuda externa referidos, aquela observação “poderia parecer estúpida”. A questão é mesmo essa… a observação não parece; é mesmo estúpida.
Não se ouviu qualquer crítica ou uma simples observação contrária aos programas de ajuda externa e às consequentes políticas de austeridade impostas aos três países, enquanto presidente do EuroGrupo e responsável por parte de todo o processo de ajustamento financeiro. Muito menos à estrutura e funcionamento da Troika.
Corrigir, alterar, “dar a mão à palmatória”, são atitudes nobres, com carácter, com personalidade, quando, em função do reconhecimento do falhanço de determinados objectivos, se pretende mudar. Vir falar em erros, em alterar regras e a história dos processos, só porque politicamente é o mais correcto em função de conjunturas negociais, é pura demagogia política, pura banalidade discursiva. Para mais quando não se acredita (como nunca se acreditou) nem uma vírgula no desvio dos conceitos e princípios.
Além disso, o que espera Juncker com estas declarações? Criar alguma pressão na União Europeia (à qual preside) para uma mudança de concepção político-financeira? Pressionar a União Europeia (da qual é líder) para que seja reposta significativa justiça nos ajustamentos financeiros feitos a Portugal e à Irlanda? Vai pressionar os países-membros da UE (dos quais é referência) para devolver a dignidade roubada a milhares de portugueses e irlandeses? Ou tudo isto, mais uma vez e tal como aconteceu nas suspeitas de irregularidades bancárias e financeiras no Luxemburgo, enquanto primeiro-ministro, serve apenas para branquear as responsabilidades que assumiu, frontal e veemente, num passado tão recente?
Face a tudo isto, Jean-Claude Juncker, já que fala tão fluidamente em dignidade deveria assumir a sua e, perante o que foi a história, os factos, as políticas, que agora repugna, pedir a demissão do cargo que ocupa, a bem da Europa e da nossa dignidade.
Share Button

Rubricas do blogue

olhar a semana (229) Historia Olhar Direito (126) Larissa Bona (119) História de Portugal (85) Mundial 2014 (85) Brasil (81) A Caminho do Maracanã (79) PS (73) Futebol (69) a Olhar a Imagem (67) A Grande Viagem dos Salmões (65) Mundial 2010 (65) Assembleia de Pinguins (61) Desporto (61) Política (58) USA 2012 Election (58) Eleições Legislativas 2009 (57) Figuras e Factos 2000-2010 (53) Governo (52) História das bandeiras (51) António José Seguro (49) Politica (48) crise (45) Pedro Passos Coelho (43) Mulheres (40) Autárquicas 2013 (38) Tema do Dia (38) UNIÃO EUROPEIA (37) Cavaco Silva (36) Rumo ao Mundial 2010 (36) Sondagens (36) Figuras da Semana (33) Justiça (33) PSD (33) a Olhar de fora........ (33) Benfica (32) Expressodalinha (32) Por um Portugal Diferente 2011 (30) Causas e Coisas (28) Ideias Políticas (27) economia (27) Barack Obama (26) Troika (26) 1º concurso de poesia (25) CDS (25) Olhar o Livro (24) Palpites (24) Duelos Intelectuais (23) Eleições Gerais no Brasil 2010 (23) Estados Unidos da América (23) Época 2014-2015 (23) Cine Direito (22) FC Porto (22) Sporting (22) paulo portas (22) Uma Perspectiva de Macau (21) António costa (20) História dos Mundiais de Futebol (20) Presidenciais 2011 (20) Eleições Europeias 2009 (19) História do Brasil (19) Reino Unido (19) Rússia (19) PR (18) Olhar o Verão (17) Ucrânia (17) a Olhar o Mundo... (17) Austeridade (16) Cartaz Cultural (16) Internacional (16) José Socrates (16) Orçamento (15) 1º Duelo Intelectual Olhar Direito (14) 25 DE ABRIL (14) Presidenciais Norte-Americanas 2008 (14) Primárias 2014 (14) Selecção (14) Tribunal Constitucional (14) A favor ou Contra (13) Conferências (13) Desafios (13) Eleições europeias 2014 (13) View From The USA (13) vitor gaspar (13) Mário Soares (12) RTP (12) Tertulia Virtual (12) David Cameron (11) Especial 5º aniversário - Momentos Olhar Direito (11) Figuras do nosso Tempo (11) Grécia (11) José Sócrates (11) Manifestação (11) Oposição (11) Participações (11) Rip Curl Pro Search 2010 (11) UK Election´10 (11) antonio costa (11) Argentina (10) Entrevista (10) Estórias de Piccadilly (10) Fotografias National Geographic (10) Germany (10) Partidos (10) Portugal (10) Reforma do Estado (10) lei (10) Democracia (9) Jorge Jesus (9) Tábula Rasa in Região de Leiria (9) miguel relvas (9) BE (8) BES (8) Especial Eleições : Um PSD no Governo? (8) Esquerda (8) Kiev (8) Marcelo Rebelo de Sousa (8) Maria Luís Albuquerque (8) Olhar a Pintura (8) Paulo Bento (8) Siria (8) Violência (8) Época 2013-2014 (8) Artigos do I (7) Brazil (7) Coldplay em Portugal (7) Federações do Brasil (7) Humor (7) Julgamento Político (7) Monumentos e Figuras (7) Papa Francisco (7) Parlamento (7) Presidenciais 2016 (7) Prémios Personalidade do Ano (7) Rui Rio (7) Sociedade (7) Ténis (7) jornalismo (7) 40 anos do 25 de Abril (6) Belgium (6) Colombia (6) Costa Rica (6) France (6) Liberdade (6) Merkel (6) Naquele Tempo (6) Netherlands (6) Papa (6) USA (6) Vladimir Putin (6) comunicação social (6) sindicatos (6) Angela Merkel (5) Catalunha (5) China (5) Crimeia (5) Eleições Brasil 2014 (5) Escrita Criativa (5) Europa (5) Formas de Arte (5) François Hollande (5) Igreja (5) Impostos (5) Luís Filipe Menezes (5) Privatizações (5) Rui Moreira (5) Saga do FMI em Portugal (5) TC (5) Videos Olhar Direito (5) ciclismo (5) desemprego (5) défice (5) estado social (5) greve geral (5) referendo (5) Alemanha (4) Algeria (4) Aécio Neves (4) Bruno de Carvalho (4) CGTP (4) Chile (4) Dilma Rousseff (4) Direito (4) Duelos Intelectuais II - A indignação social (4) Duelos Intelectuais III - A Europa (4) Eleições (4) Eleições PSD 2008 (4) Escócia (4) Espanha (4) Especial "Uma Opiniãozinha" (4) Eusébio (4) FMI (4) Fernando Seara (4) França (4) Greve (4) Irão (4) Itália (4) Jornadas Esquerda Vs Direita (4) Lisboa (4) Mexico (4) Nigeria (4) OE2015 (4) PCP (4) Pinto da Costa (4) Primeiro-Ministro (4) Switzerland (4) Tecnoforma (4) Tribunais (4) UK Election 2015 (4) Uruguay (4) Viajar pela Holanda (4) educação (4) facebook (4) jean claude juncker (4) monarquia (4) saúde (4) 2014 (3) Administração Publica (3) Anedotas (3) Animais (3) António Guterres (3) Assembleia da República (3) Bancos (3) Bosnia (3) Cameroon (3) Chipre (3) Conferências Olhar Direito (3) Congresso PSD (3) Cristiano Ronaldo (3) Croatia (3) Doping (3) Egipto (3) England (3) Entrevista Olhar Direito (3) Equador (3) Especial Benfica vs FC Porto 2012 (3) Eurogrupo (3) Eventos (3) FIFA (3) Falar de Abril (3) Fernando Santos (3) Fotografias do Meu Bairro (3) Fotos National Geographic (3) Francisco I (3) Fátima Araújo (3) Ghana (3) Gourmet (3) Greece (3) Histórias de encantar (3) Honduras (3) I Debate (3) II Duelos Intelectuais - A Indignação social (3) IRS (3) Independência (3) Iran (3) Isaltino Morais (3) Israel (3) Italy (3) Ivory Coast (3) João Almeida (3) Lance Armstrong (3) Let´s Talk about Turkey (3) Luís Filipe Vieira (3) Macau (3) Marinho e Pinto (3) Natal (3) Nelson Mandela (3) Obamacare (3) Olhares de Abril 2009 (3) Olhares de Londres (3) Paralisia Cerebral (3) Presidente da Republica (3) Prémios Acontecimento do ano (3) Real Madrid (3) Regresso (3) República (3) Rui Tavares (3) Silvio Berlusconi (3) South Korea (3) Spain (3) Televisão (3) a caminho do Maracanâ (3) caso Sócrates (3) charlie hedbo (3) coligação (3) comissão europeia (3) debate (3) direitos fundamentais (3) jornalistas (3) pobreza (3) professores (3) redes sociais (3) viajar por França (Paris) (3) violência doméstica (3) "Por acaso..." (2) 1ªConferência Olhar Direito (2) 2º aniversário (2) António Capucho (2) Arbitragem (2) Arménio Carlos. (2) Assunção Esteves (2) Austrália (2) Autarquias (2) Bancada Direita (2) Barómetro Político Olhar Direito; Barómetro Político OLHAR DIREITO - A FIGURA DE ESTADO (2) Barómetro Político Olhar Direito; Barómetro Político OLHAR DIREITO - A actuação do governo (2) Barómetro Político Olhar Direito; Barómetro Político OLHAR DIREITO - Qual o melhor lider partidário (2) Benfica campeão (2) Blogesfera (2) Bloggincana (2) Boavista (2) Bruma (2) CPLP (2) CRP (2) Congresso (2) Conselho de Estado (2) Coreia do Norte (2) Corrupção (2) Ed Miliband (2) Ensino (2) Estado da União (2) Federalismo (2) Governo dos Segredos (2) Guiné-Equatorial (2) Hassan Rouhani (2) Iraque (2) Japan (2) John Kerry (2) Leonardo Jardim (2) Liga (2) Liga Europa (2) Liga dos Campeões (2) Madrid (2) Manuel Valls (2) Mercados (2) Michelle Brito (2) Miguel Macedo (2) Ministra da Justiça (2) Ministra das Finanças (2) Ministro da Educação (2) Ministério da Justiça (2) Mitt Romney (2) Negócios (2) Nick Clegg (2) Novo Papa (2) Obama (2) Olhar o Mote (2) Olhares de Portugal (2) Palestina (2) Paulo Fonseca (2) Pedro Santana Lopes (2) Pensar o País (2) Personalidade do Ano 2009 - Olhar Direito; Prémios Personalidade do Ano (2) Personalidade do ano 2011 (2) Pires de Lima (2) Políticos (2) Ponte (2) Portugal Open (2) Previsões (2) Primárias (2) Primários 2014 (2) Religião (2) Remodelação (2) Ricardo Salgado (2) Robert Gates (2) Rui Costa (2) Russia (2) Ryder Cup 2010 (2) TAP (2) TERTULIA OLHAR DIREITO (2) Valentim Loureiro (2) Valores (2) Visita de Estado (2) Vitor Pereira (2) Volta a França (2) acção social (2) cidadania (2) citius (2) constituição (2) cortes (2) demissão (2) eleições legislativas 2015 (2) feriados (2) fotografias Debora Santa Lucia (2) fundamentalismo religioso (2) liberdade de expressão (2) luta (2) mentira (2) meteorologia (2) militares (2) personalidade do ano 2010 (2) personalidade do ano 2012 (2) programa cautelar (2) publicidade/parcerias (2) resumo 2014 (2) socialismo (2) subvenções (2) vistos gold (2) ética (2) .. (1) 10 de Junho (1) 1ª TERTULIA OLHAR DIREITO (1) 1º de Abril (1) 2013 (1) 2015 (1) 25 de novembro 1975 (1) 2ª Tertúlia Olhar Direito (1) 5 de Novembro (1) 5º aniversário (1) ADLEI (1) ASEAN (1) Acontecimento do Ano 2012 (1) Acontecimento do ano 2011 (1) Administração Interna (1) Advogados (1) Ajuda financeira (1) Al-Sisi (1) Alberto João Jardim (1) Alcool (1) Alex Ferguson (1) Alexis Tsipras (1) Amnistia Internacional (1) Ana Gomes (1) Andy Murray (1) Aniversário (1) Ano Novo Lunar (1) António Borges (1) António Marinho Pinto (1) Apartamento (1) Aprovação (1) Arte no feminino (1) Artur Mas (1) Atlético Madrid (1) Australia (1) Automobilismo (1) Autonomia (1) Autoridade (1) Avaliação (1) Barómetro Político OLHAR DIREITO (1) Bashar Al-Assad (1) Berlusconi (1) Big Brother (1) Bloco central (1) Boas Festas (1) CNE (1) Cairo (1) Caixa Geral de Depósitos (1) Campo Pequeno (1) Canadá (1) Carlo Ancelotti (1) Carlos Carreiras (1) Carlos Moedas (1) Catolicismo (1) Chicago Tribune (1) Clássicos das Autárquicas (1) Coelho (1) Comissão Inquérito (1) Conflitos sudeste asiático (1) Conservadores (1) Conspiração (1) Coreia do Sul (1) Corrida de Touros (1) Costinha (1) Crentes (1) Cromos da Bola (1) Daniel Oliveira (1) Delta do Ria das Pérolas (1) Descoordenação (1) Dia dos Antepassados (1) Diabo (1) Dinamarca (1) Dinheiro (1) Directas (1) Direito brasileiro (1) Diversao (1) Diáspora (1) Drácula dos Impostos (1) Duarte Marques (1) Durão Barroso (1) EDP (1) EVENTOS OLHAR DIREITO (1) Eleições Autárquicas 2009 (1) Eleições americanas (1) Encontro (1) Espaço (1) Especial 3º Aniversáio (1) Especial Centenário da Republica (1) Estádio da Luz (1) Eutanasia (1) Expresso (1) Fama (1) Família (1) Felicidade (1) Fernando Nobre (1) Festival Rota das Letras (1) Figura do Ano 2014 (1) Filipa Saragga (1) Fim do Mundo (1) Finanças (1) Fiscalização Sucessiva (1) Fotografias CB (1) Francisco Assis (1) Frases e Pensamentos (1) Função Pública (1) Fórmula 1 (1) Fórum Manifesto (1) G-8 (1) George W.Bush (1) Geórgia (1) Girafa (1) Gondomar (1) Google (1) Gordon Brown (1) Greve de jornalistas em Guangdong (1) Guy Fawkes (1) Helena Roseta (1) Hillary Clinton (1) Historias Olhar Direito - Assembleia de Pinguins (1) Histórias dos Mundiais de Futebol (1) Hosni Mubarak (1) Hugo Chavez (1) IVA (1) Ideias (1) Imagem (1) Individualismo (1) Inflacção (1) Instituições democráticas (1) Isabel Jonet (1) Jaime Neves (1) Japão (1) Joaquim Pais Jorge (1) Jogo (1) Jorge Moreira da Silva (1) Joseph Blatter (1) José Mourinho (1) José Rodrigues dos Santos (1) João Cordeiro (1) João Loureiro (1) João Rocha (1) João Semedo (1) João Sousa (1) Justiça Social (1) Juventude (1) Juventus (1) Juízes (1) Labour (1) Lançamentos (1) Lavagem de de dinheiro (1) Legislativas 2015 (1) Lei Básica de Macau (1) Lei do Orçamento (1) Leitura (1) Liberalismo (1) Literatura (1) Livre (1) Lugares de Portugal (1) Macacos (1) Madeira (1) Manchester United (1) Manu Tuilagui (1) Marca (1) Margaret Thacher (1) Miguel Poiares Maduro (1) Miguel Sousa Tavares (1) Ministério da Educação (1) Ministério da Saúde (1) Modernização (1) Mr.Speaker (1) Mundo (1) Município (1) Muro de Berlim (1) Máscara (1) Mónaco (1) NSA (1) Nações Unidas (1) Nicolas Maduro (1) Nicolas Sarkozy (1) No papel de Primeiro-Ministro (1) Nobel da Litertura (1) Nobel da Paz (1) Novo Banco (1) Novo cônsul-geral (1) Novos líderes (1) O (1) O "português" mais popular (1) OA (1) Ohar Cinema (1) Olegario Benquerença (1) Olhar Mundo (1) Olhar a palavra (1) Olympiacos (1) Opinião (1) Oscares 2011 (1) PDR (1) PIB (1) PRD (1) Pablo Aimar (1) Pacheco Pereira (1) Paixão (1) Paquistão (1) Para Sair..... (1) Passatempo Levanta-te Portugal (1) Paços de Ferreira (1) Pedro Filipe Soares (1) Pedro Proença (1) Personalidade (1) Personalidade do ano (1) Personalidade do ano 2008 - Olhar Direito (1) Personalidade do ano 2008 - Olhar Direito; Prémios Personalidade do Ano (1) Personalidade do ano 2013 (1) Pesar (1) Platini (1) Poder (1) Politburo (1) Politica; Espanha (1) Polícia (1) Populismo (1) Porta fechada (1) Pre-Macht of Volvo Ocean Race (1) Presidenciais Norte-americanas 2016 (1) Presidente (1) Previsões gasparianas (1) Primavera Árabe (1) Processo Casa Pia (1) Processo Civil (1) Psiquiatria (1) Publicidade (1) Pépa (1) Quem nos vem salvar? (1) Quem é Quem da Política (1) Questionário de Verão (1) Quiz Olhar Direito (1) Record (1) Regime (1) Reportagem (1) Repórter Olhar Direito (1) Restaurante Porto de Macau (1) Restauração da Independência (1) Revista Time (1) Ricardo Quaresma (1) Ricciardi (1) Rio de Janeiro (1) Rip Curl Pro Search 2011 (1) Roger Federer (1) Rui Machete (1) SWAPS (1) Schengen (1) Seminários e outras participações (1) Ser Humano (1) Serviço Público (1) Serviço de atendimento ao Cidadão (1) Sevilha (1) Sexo (1) Sistema eleitoral (1) Sofia Galvão (1) Solidariedade Institucional (1) Suiça (1) Surf (1) Syriza (1) Século XXI (1) Taça da Liga (1) Taça de Portugal (1) Tecnologia (1) Testes de Sinceridade (1) The Economist (1) Top + (1) Tour de France (1) Tragédia (1) Turquia (1) UEFA (1) UGT (1) V Encontro Empresarial de Negócios em Língua Portuguesa (1) Valores e Princípios na Política (1) Variação dívida pública (1) Venezuela (1) Vigilância (1) Viktor Yanukovich (1) Vince Cable (1) Vital Moreira (1) Voto do Leitor (1) Vítor Pereira (1) Wu Bangguo (1) Yasser Arafat (1) a (1) abusos sexuais (1) agricultura (1) anthímio de azevedo (1) arma (1) audiências (1) bastonário da ordem dos médicos (1) blogoesfera (1) blogue do ano 2012 (1) boatos (1) boko haram (1) campanha (1) cartas de amor (1) censura (1) cheias (1) citações (1) civismo (1) ciência (1) claques (1) clássico (1) conclave (1) concurso fashionistas do brasil (1) concursos (1) confissão (1) constituiçã (1) contas públicas (1) contribuições (1) convenção dos direitos das crianças (1) corporativismo (1) crianças (1) crime (1) crise política (1) cultura (1) cunhas (1) declarações (1) derby (1) dignidade humana (1) dilema (1) discurso de Natal (1) dívida grega (1) dívidas (1) e (1) emigração (1) emprego (1) eng. sousa veloso (1) ensino superior (1) escolas (1) espe (1) especial 5º Aniversário (1) expectativas (1) falecimentos (1) fiscalização (1) fraude fiscal (1) freguesia (1) futuro (1) gestão (1) grândola vila morena (1) guerra (1) hepatite c (1) hierarquia (1) hospitais (1) i (1) iluminação (1) in Diário de Leiria (1) in Jornal de Leiria (1) investimento (1) jornal público (1) legalidade (1) legitimidade (1) licenciaturas (1) liderança (1) livros (1) marketing (1) maçonaria (1) meteorito (1) ministro da saúde (1) miss olhar direito (1) motivação (1) moção de censura (1) musica (1) médicos (1) natureza (1) nigéria (1) nuclear (1) oásis (1) palhaço (1) pancadaria (1) patriotismo (1) pedofilia (1) places of the world (1) pobreza infantil (1) policia (1) política popular (1) processos judiciais (1) reunião (1) revolta (1) romance (1) salários (1) segurança social (1) sistema bancário (1) sistemas informáticos (1) solidariedade (1) subsídio (1) taxa (1) traição (1) transparência política (1) transportes (1) tv rural (1) twitter (1) uais (1) unicef (1) universidades (1) vi (1) Álvaro Santos Pereira (1) Ídolos (1) Índia (1) ética e deontologia (1)