5 ano(s) a Olhar Direito






Quarta-feira, 19 de Junho de 2013

Sai Costa entra Roseta

António Costa ainda nem sequer foi a jogo e já está a preparar a sua sucessão na Câmara Municipal de Lisboa. Ao convidar Helena Roseta  para a Assembleia Municipal e ao ter assinado uma coligação com o movimento "Cidadãos Por Lisboa", o actual Presidente prepara uma alternativa quando decidir candidatar-se ao Largo do Rato. 

Independentemente de haver eleições em 2014 ou 2015, Costa sabe que Seguro não ganha com maioria absoluta, pelo que só ele é capaz de obter uma vitória folgada contra a coligação de Direita. O mais certo é que o PS prepare uma nova revolução já em 2014 com o fundamento de um resultado aquém do esperado nas autárquicas. Além do mais, a entrada em cena de uma alternativa fresca e viável a este governo poderia mudar os pratos da balança, isto porque o governo tem pouco mais de um ano para recuperar da má imagem que deixou nestes primeiros dois e se entrar em cena uma nova liderança socialista pode surgir o efeito que José Sócrates criou após a coligação Santana-Portas. 

Enquanto Passos Coelho e Seguro se desgastam, António Costa prepara já a sua candidatura a Primeiro-Ministro. Antes ou em 2015?

Ideias Políticas: O direito à greve XXII

O artigo 57º da CRP estabelece no seu número 1 o direito à greve. Diz ainda que compete aos "trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve, não podendo a lei limitar esse âmbito".  Nestes termos são os trabalhadores por sua livre vontade que definem a forma de realização da greve. A lei não pode "organizar" os termos em que a greve decorre. 

Está nas mãos dos trabalhadores, através da representação de sindicatos ou não; definir os termos da greve bem como se aderem ou não ao protesto. Nos termos deste artigo cada trabalhador pode decidir quando faz greve para além da forma, não havendo nenhuma organização que esteja acima da sua independência. Se nos cingirmos à letra da lei, concluímos que os sindicatos funcionam como uma organização que serve para manipular os trabalhadores e não para os ajudar na tomada de decisões. Embora as organizações sindicais tenham um papel importante, nomeadamente no que respeita à negociação com o poder, é um facto que gostam de manipular os trabalhadores. 

Para que não haja dúvidas, o direito à greve é um direito individual e não colectivo. Não cabe aos sindicatos decidir se cada trabalhador faz ou não greve e qual é a forma de a executar. As organizações sindicais apenas orientam formas de protesto que podem ou não ser executadas pelos trabalhadores, contudo estes acabam por ser manipuladas pelas estruturas muito bem montadas. A lei é clara, pelo que não se pode impedir os trabalhadores de não aderirem à greve, muito menos ameaçá-los. Os sindicatos são meras organizações de poder, de orientação e organização. Cada trabalhador decide por si reivindicar o que bem entender. 

O que está em discussão é como se fazem as greves e não o conteúdo das mesmas. Em minha opinião o que está errado é como se fazem e não as reivindicações, porque essas são quase todas legítimas.  

Terça-feira, 18 de Junho de 2013

e a Copa?

O Brasil está a ferro e fogo. Milhares de pessoas protestam nas ruas de todo o país. A um ano do Mundial, e em plena Taça das Confederações, a resposta do povo brasileiro é negativa. Quando se esperava união até pelo menos o fim dos Jogos Olímpicos de 2016, acontece precisamente o contrário. O sinal dado pela população ao governo Dilma é inequívoco e tem apenas um sentido. 

Ao contrário do que seria esperar de um país fanático por futebol, eis que a revolta popular contra o certame surge. Para além das manifestações em massa, muitos dos estádios que vão acolher o campeonato do mundo ainda estão por terminar, ficando a faltar a realização de testes durante o próximo ano. Seria sensato a FIFA mudar o local do torneio, para que em 2014 não haja confusões com os adeptos estrangeiros que vão invadir o Brasil. Sem segurança garantida e alguns estádios sem tempo para serem testados, há razões fortes para que a FIFA mude de ideias o mais rapidamente possível. Seria uma tristeza o Mundial do Brasil ser marcado por questões de segurança e não pelo futebol jogado, até porque era bonito ver um campeonato onde o povo da casa mostrem a sua verdadeira paixão que têm pelo futebol, ao invés de estarem na rua a protestar. 

Manter ou não a edição de 2014 no Brasil é uma questão delicada que a FIFA vai ter de decidir nos próximos tempos. Para já, os primeiros dias da Taça das Confederações não está a correr nada bem.

Quem assassinou Alf?

Afinal quem matou o Alf? Apesar de estar agarrado a uma garrafa de Vodka, o famoso extraterrestre faleceu devido a outras causas. Não sabe se ao certo do quê, pelo que é obrigatória a intervenção de Sherlock Holmes. Esta foi a última fotografia tirada ao alien castanho e que gosta de dar cabo das famílias. 

Não terá sido o Vodka, nem nenhum dos membros da família ao qual o pequeno alien gosta de fazer umas partidinhas, já que após o primeiro interrogatório não se chegou a nenhuma conclusão. Vai ser difícil chegar a um relatório final, visto que como se nota na imagem não há marcas de violência física nem moral. 

Segunda-feira, 17 de Junho de 2013

Ninguém ganhou, só os alunos perderam

Na habitual luta dos números ninguém ganha. No entanto nem o governo nem os sindicatos ficam a perder com a greve do dia de hoje, os únicos perdedores são aqueles que não puderam fazer exame. Não só os alunos que tiveram de adiar por umas semanas o seu exame, mas os pais que têm de ficar à espera da próxima oportunidade para que os filhos possam fazer a prova que lhes dê acesso a um futuro.  Felizmente que esse futuro não está dependente das decisões do governo ou dos sindicatos, porque se assim for não terão muita sorte na vida. São estes mesmos alunos que daqui a dois anos não vão exercer o direito de voto porque já não acreditam na democracia, no diálogo entre as várias forças, no fundo não acreditam em nada pelo que não sentem necessidade de participar. Também por aqui a abstenção vai aumentando e os índices de desinteresse surgindo. Se não podemos confiar em quem toma decisões importante, e tendo em conta que essas decisões são relevantes e chocam com o nosso futuro, mais vale não participar. 

Sábado, 15 de Junho de 2013

Bandeira da Grécia

A Grécia passa por dificuldades enormes, mas nem por isso deixa de ter uma história interessante. A sua cultura, o seu passado merecem respeito e na hora das dificuldades é que se vêem quem são os mais fortes. 

A cruz simboliza a ortodoxia grega, a religião predominante na Grécia. As restantes listas significam cada uma das sílabas das palavras "Liberdade ou Morte". Esta forma actual só foi adoptada na Grécia em 1978. 

Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

O relatório do FMI é o fim

Se as previsões do relatório do FMI forem uma realidade o nosso fim é certo. Contudo, como toda e qualquer previsão é passível de não ser cumprida, pelo que todos esperamos que o FMI seja tão assertivo como as do Ministro Gaspar, porque isso significaria um falhanço total nas previsões mais pessimistas. No entanto, não percebo o conteúdo do relatório já que é o FMI o primeiro a admitir um falhanço nas políticas de austeridade adoptadas em Portugal. No fundo, o organismo internacional reconhece que as suas políticas não são as mais adequadas para combater a crise. O instituto liderado por Christine Lagarde tem vindo diversas vezes a reconhecer erros nos programas grego e português, pelo que não se entende se as previsões são um bom ou mau prenúncio. Em todo o caso é notório que já no FMI podemos confiar.

Assim sendo é de prever que a política implementada pela troika em Portugal é o salve-se quem puder.....não há quem tutele estes organismos?

A corrida à Câmara Municipal do Porto vai animar o verão político

O Verão político promete ser animador com o aproximar das eleições autárquicas. O principal motivo de interesse será o de saber o quão o governo vai ser penalizado pelas políticas de austeridade que tem seguido, e se António José Seguro é capaz de num ambiente favorável cavalgar para uma maioria absoluta que faça o PR repensar a sua atitude perante o actual executivo. 

De todas as lutas que vão ter lugar nos 308 municípios há uma que vai prender a atenção de todos: a corrida à Câmara Municipal do Porto. Menezes era apontado como o grande favorito, só que a indefinição em torno da viabilidade da sua candidatura abriu espaço a Rui Moreira, que aproveitando a ausência de Menezes tem conquistado simpatia e charme pelas ruas da Invicta. Em meu entender a luta será entre Menezes e Moreira, sendo que Manuel Pizarro por ser do PS não é de deitar fora, já que o Partido Socialista ainda tem um peso significativo na cidade portuense. Contudo, e ao contrário do que acontece em Lisboa, a Direita tem quase lugar cativo nos paços do concelho situado junto à Avenida dos Aliados. O que parecia ser uma corrida a solo, transformou-se numa luta que será renhida até ao último voto. Nestes termos até ao final do mês de Setembro as dúvidas em torno do vencedor serão muitas e é certo que a corrida à Câmara Municipal do Porto será a que terá maior interesse do ponto de vista mediático, já que é a única eleição que o PSD não pode perder, muitos menos para um candidato apoiado pelo CDS, ainda que esse apoio não seja visível. 

Por estes motivos é na cidade do Porto que centraremos as nossas análises, no entanto o resto do país também será objecto de análise. 

Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

O uso (pouco) inteligente do poder

Ao longo de 40 anos de democracia, temos assistido a constantes braços de ferro entre poder político e sindicatos. A história  não pode ser contada sem a presença dos sindicatos, defensores dos direitos dos trabalhadores e parte importante na construção de uma sociedade justa e igualitária. Para evitar abusos do poder executivo é necessário a intervenção dos representantes dos trabalhadores, mas não só. Ter um hoje um sindicato representa a defesa dos direitos não só perante o poder público mas essencialmente em relação às empresas. Considero importante a existência de sindicatos para ser uma voz competente e responsável mas também para fazer frente a alguns "abusos" que venham a ser cometidos. 

Contudo, há o outro lado da moeda.

A importância e o protagonismo dos sindicatos tem crescido em Portugal. Ao contrário do que seria de esperar, visto que o que se pretende é caminhar para uma sociedade igualitária, justa e onde os direitos sejam cada vez mais respeitados; nota-se uma intervenção excessiva por parte das forças sindicais na vida colectiva do país. Um dos factores que contribuiu para este supra-protagonismo está relacionado com a perpetuação no poder das mesmas figuras, além da falta de qualidade técnica de muitos dos seus representantes. A figura de Mário Nogueira à frente da FENPROF é paradigmático do que acabo de escrever. A sua intervenção tem-se vindo a degradar ao longo do tempo por isso é que não me espanta esta medida da mais recente greve dos professores. Quanto mais tempo se está no poder, maior é a tendência para a irracionalidade dos actos. No que toca à falta de qualidade técnica, as lideranças de Arménio Carlos e do novo secretário geral da UGT dizem tudo. Se são estes os representantes sindicais do nosso país, qualquer governo em Portugal pode dormir descansado. 

Para além das razões apontadas, há uma terceira, mas que é a mais relevante: O sindicalismo em Portugal está falido porque nenhum governo ou Ministro caiu ou irá cair devido a uma greve ou a uma manifestação. A única situação que esteve perto do referido foi aquando do encerramento de algumas urgências, o que levou o Ministro Correia de Campos a ter que apresentar a sua demissão. Apesar das políticas governativas não surtirem efeito, as acções sindicais revelam falta de fundamento para fazer cair o que quer que seja. Eu acho impressionante como é que num país onde os governos são fortemente contestados, os dirigentes sindicais não pensam numa estratégia inteligente para ganhar a sua causa. Se os governos estão fracos perante a opinião pública e os sindicatos não aproveitam essa debilidade é porque as suas acções são realizadas com base na pura demagogia política. 

Por todos estes motivos, hoje as greves gerais têm cada vez menos adesão e não há consequências políticas a retirar das acções planeadas. Apesar de mediáticas do ponto de vista televisivo, as grandes manifestações já não colocam em causa os governantes. Com esta greve idiota, os sindicatos estão a colocar o país contra si mesmos, além de estarem a prejudicar muitos professores, porque muitos alunos e pais vão pedir satisfação não ao governo mas aos professores, que actuam muito por força da vontade sindical e não por acreditarem naquilo que estão a defender. Tenho a certeza que muitos professores não concordam com esta greve mas a pressão do sindicato ainda é significativa. Contudo, felizmente que esta situação tende a diminuir e que os próprios sindicandos sejam cada vez mais livres. Esta situação nota-se muito nas greves gerais, onde há trabalhadores a furar o piquete de greve. 

Concluindo, o uso do poder deve ser usado de forma inteligente para surtir efeito. Tem acontecido que os sindicatos estão a ser pouco inteligentes na forma como querem alcançar determinado direito, pelas razões que atrás enumerei. Quem fica a perder com esta situação é o país e não são os alunos ou quem diariamente viaja de metro ou comboio, pelo simples facto que quem tem a responsabilidade de defender os direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores não está à altura dos acontecimentos, ficamos vulneráveis a qualquer tipo de abuso decorrente desse poder. 

Dia 29 de Setembro, o dia de fim?

As eleições autárquicas vão-se realizar no dia 29 de Setembro. Ora, tendo em conta que em Lisboa António Costa tem a reeleição garantia, quem é o candidato do PSD?; e que no Porto Menezes ainda não passa de um candidato à margem da lei, temo bem que após a noite eleitoral o governo faça rolar cabeças ou então caia, à semelhança do que aconteceu com António Guterres em 2001, sendo que na altura o primeiro-ministro socialista não tinha maioria absoluta no Parlamento. Contudo, ter como parceiro de coligação Paulo Portas não costuma garantir estabilidade. 

Em Lisboa é certo que o PSD-CDS não ganha. No Porto não havendo coligação ou ganha o CDS ou o PS. Rui Moreira está bem posicionado e a aproveitar a ausência "legal" de Luís Filipe Menezes. Na Invicta o apoio de Pinto da Costa não será determinante, já que o Presidente é amigo dos dois. Não estou a ver o PS vencer na autarquia, pelo que a vitória será para a Direita, resta saber qual é o partido do governo que vai vencer. Uma derrota do PSD será politicamente o quase-fim deste executivo. O mais certo é o executivo de Passos Coelho pedir a demissão e o PR antecipar as eleições de 2015 para Setembro-Outubro de 2014 para que haja tempo de se preparar o acto eleitoral após as europeias. Contudo estas eleições europeias serão diferentes porque pela primeira vez teremos candidatos à Presidência da Comissão Europeia o que será uma novidade. 

O governo vai levar uma banhada dia 29 de Setembro, pelo que haverá mudanças estruturais em Portugal a partir dessa altura. 

Seguir o exemplo grego

A ideia de acabar com a televisão pública para criar um serviço público mais eficaz do ponto de vista social mas também financeiro é uma excelente ideia que deve ser seguida cá em Portugal. O fim da ERT decretado pela troika deveria servir de exemplo para todos aqueles que defendem a manutenção da RTP nos actuais moldes. 

Talvez por não ter tido a coragem de fechar o canal público é que Miguel Relvas andou meses a fio a pensar na solução para a RTP, não tendo encontrado um modelo capaz de ser sustentável e que a ideia de acabar com a estação pública tenha passado pela cabeça do anterior ministro. No entanto, isso seria trágico para o governo e a oposição caía em cima de Passos Coelho num instante, já que dificilmente isso seria aceitável na nossa sociedade. Contudo, por força dessa falta de coragem para decidir em momentos críticos é que a crise perdura. Em Portugal é preciso combater determinado tipo de lobbys antes de avançar com uma decisão. 

Tenho a plena convicção que uma reformulação da RTP era benéfica para o país. Não se entende como é que uma empresa gasta tanto no Orçamento de Estado ainda para mais quando recebe dinheiro extra vindo da conta de electricidade. O que aconteceu com a televisão pública grega deveria ser aplicado em muitas empresas portuguesas. 

Terça-feira, 11 de Junho de 2013

Dividir a Turquia em dois

O que se passa na Turquia não me surpreende. Um país que está metade na Europa e a outra metade na Ásia tinha de ser uma nação complexa. A mistura de religiões existente naquele país também não ajuda ao seu desenvolvimento civilizacional. Além do mais não é fácil ter de um lado os inimigos gregos e do outro os rivais iraquianos, bem como os ultra nacionalistas do Curdistão. 

Para os defensores da entrada da Turquia na UE, os últimos desenvolvimentos devem fazer reflectir os responsáveis europeus. A Turquia é um país totalmente diferente da maioria dos restantes países da Europa. As suas tradições, culturas, pessoas, a própria organização do Estado nada tem a ver com o que é uma prática na Europa, além do mais é um país extremamente populoso o que iria provocar desequilíbrios no espaço europeu e criar desvantagens a nível do mercado de trabalho. 

E como seria efectuada a entrada da Turquia na UE? A parte asiática ficava de fora? Penso que será difícil dividir este país em dois. Ou então é isso que pode acontecer após estes últimos conflitos, talvez fosse melhor criar uma Turquia Europa e uma Turquia Ásia. Assim todos ficavam satisfeitos....

Segunda-feira, 10 de Junho de 2013

As cerimónias pouco populares

Como é habitual nestes dias festivas, o PR faz um discurso à Nação. O PR tem a oportunidade de dizer o que lhe vai na alma, depois de tantos meses em silêncio. No fundo, quando se critica o silêncio do PR estamos a ser hipócritas já que Cavaco Silva não tem poupado nas palavras nas cerimónias oficiais. Pelo menos no dia 5 de Outubro, 25 de Abril ou 10 de Junho, o PR tem sempre algo a dizer. 

Considero que estes discursos e as cerimónias oficiais já perderam o peso de antigamente. Há muito que as comemorações deixaram de estar acessíveis ao povo, pelo que estar numa sala fechada a vociferar palavras bonitas mais parece um jantar de campanha. Tendo em conta que a relação entre povo e políticos está numa fase de desprezo, é natural que os políticos se queiram resguardar de todo e qualquer tipo de protesto. Acho mal esta situação, já que o poder tem de enfrentar a rua, mesmo que esta esteja em desacordo. O protesto faz parte da democracia e quem não aceita isso está a contornar as regras do jogo. Se o poder fica fechado em si mesmo, não há maneira de medir a satisfação das pessoas, e sem isso não haverá uma alteração das políticas definidas. Obviamente que as questões de segurança são importantes, mas os políticos não podem ter medo do protesto nem da indignação, desde que esta seja pacífica. 

Ao tornar os actos oficiais meras celebrações políticas, não haverá ninguém que considere importante estas cerimónias, pelo que o que for dito não terá o resultado pretendido, ou seja atingir o maior número de pessoas. No fundo chegar ao público. 

Não sei o que Cavaco disse na cerimónia do 10 de Junho. A única coisa que sei é que as pessoas estão descontentes e nem PR escapa à indignação. Em meu entender é o PR que não quer dar a cara e tem ele mesmo de enfrentar uma situação que seria inédito em Portugal. 

Sexta-feira, 7 de Junho de 2013

Obrigado nós

É com enorme tristeza que vejo Aimar sair do Benfica. A idade já não perdoa e a última época as lesões afastaram o mago dos relvados, pelo que não foi possível oferecer perfume na temporada de despedida. No entanto, os adeptos do Benfica devem ficar agradecidos pela passagem do ídolo de Messi pelo Estádio da Luz durante as últimas quatro temporadas. O clube da Luz devia aproveitar os conhecimentos de Aimar no mercado argentino para fazer do Mago uma espécie de observador do clube num país que tem talentos para dar e vender. Haja olho para o negócio Presidente Vieira!

Gasparalhadas

Ultimamente tenho implicado com o Ministro Vitor Gaspar. As declarações que ele faz são descabidas e pouco inteligentes para quem ocupa um cargo de tamanha responsabilidade política. Depois de assumir o sue benfiquismo perante o país, o Ministro afirma que a culpa do fraco investimento é da chuva. Perante isto não vale a pena baixar o IRC nem aumentar os salários dos trabalhadores, mais importante é criar condições meteorológicas para que caia investimento no nosso país....
Para quem nos habituou a ter um comportamento de acordo com o cargo que ocupa, Vítor Gaspar está delirar um bocadinho.....

Quinta-feira, 6 de Junho de 2013

Os Brutus sociais democratas

A moda de criticar o governo pegou e parece que não tem fim. No entanto, agora que se aproximam as autárquicas há que criticar o executivo para ganhar alguns votos necessários para vencer as eleições, isto mesmo se a cor do candidato é a mesma que a do governo. Já estamos habituados a este tipo de traições na política, contudo não era de esperar tamanha facada nas costas de pessoas apoiantes de Passos Coelho desde o primeiro momento e de antigos deputados da bancada social democrata.  Espero que o PM na campanha não decida estar junto de quem agora o critica, no entanto vai ser difícil a presença de Passos Coelho na campanha para as autárquicas. 

É típico do português abandonar o barco a meio da tempestade e deixar o comandante sozinho. Quando o abismo está perto todos saltam com medo da queda, preferindo o conforto ao risco. Na política há esta tendência herdada do tempo dos imperadores romanos. O que não falta para aí são Brutus à espera da primeira oportunidade para deitar abaixo o seu líder outrora amado e aplaudido. Pode-se ou não concordar com as políticas delineadas por Gaspar e Coelho, contudo ninguém pode apontar falta de coragem a este governante, porque caso este caia agora ou em 2015 a carreira política destes homens está acabada e duvido mesmo que a profissional volte a ser a mesma após o cumprimento do mandato. 

A lealdade na vida como na política é um aspecto muito importante. No entanto há quem não pense em valores mas no seu umbigo e ambições pessoais. 

Quarta-feira, 5 de Junho de 2013

Porque continuam?

Ao escrever estas linhas já se sabe que Jesus renovou pelo Benfica mas que Vitor Pereira ainda não sabe se vai continuar ou não a orientar o FCP na próxima época. O que se sabe é que o clube fez uma proposta de renovação de duas temporadas, mas que o treinador só quer uma, pelo que a relação laboral entre as duas partes não deve conhecer grandes avanços, no entanto é sabido que o clube azul e branco fez uma proposta de renovação.

Sendo certo que Jesus nada ganhou e Vitor Pereira foi bicampeão com apenas uma derrota em duas temporadas, o mais natural era o primeiro ir embora e o segundo ficar, contudo é precisamente o contrário que irá acontecer. Mas suponhamos que os dois ficam. 

Não se percebe a razão porque duas instituições prestigiadas apostam em treinadores medianos, pouco carismáticos e com nível de educação abaixo do normal. Dos palavrões de Jesus todos nós somos ouvintes e da falta de nível e cultura desportiva de Vitor Pereira fomos conhecendo um pouco ao longo da temporada que agora finda. Tanto Benfica e FCP habituaram os seus adeptos a serem exigentes na escolha dos treinadores, tanto a nível técnico como de imagem. Vítor Pereira não tem nada a ver com Mourinho, Jesualdo ou Villas Boas. E Jesus é um anti-Quique Flores, se bem que no caso benfiquista é normal ter este tipo de treinadores. Para além da pouca educação que ambos trazem consigo, a falta de desportivismo é evidente. Nenhum dos dois treinadores soube reconhecer o mérito do adversário quando um estava em posição superior ao outro. Por estes factores não percebo a escolha dos Presidentes e a opção em manter esta linha de orientação. Esperava-se mais de quem dirige Benfica e FC Porto e um maior nível em termos de imagem tanto para o balneário como para o exterior. Ou será que os Presidentes não estão ao nível da grandeza dos respectivos clubes?

dois anos e o adeus ali tão perto

Faz hoje dois anos que o governo tomou posse. A história deste executivo até ao momento é conhecida de todos, pelo que não vale a pena fazer um regresso ao passado. 
O governo herdou um memorando da troika negociado pelo PS, no entanto quis ir mais além dessas metas tendo a noção que acrescentar a sua ideologia estaria a reformar o país. Cedo se percebeu que essas reformas não iria ajudar o país a sair da crise já que aconteceu exactamente o contrário. Os números revelam que Passos Coelho, Paulo Portas e Gaspar falharam em toda a linha, e não foi só nas previsões. O único êxito deste governo foi mesmo o regresso aos mercados, contudo os números do desemprego, da recessão e do défice rapidamente apagaram o pequeno momento de vitória do Ministro Gaspar. 

Com as excessivas políticas de austeridade vieram os problemas na coligação. Portas iniciou um número que todos nós já conhecemos, no entanto Passos Coelho não foi na cantiga e manteve-se firme no seu caminho ao defender as políticas de Gaspar. Durante este mandato o PM teve de optar entre seguir Portas ou manter-se fiel ao seu Ministro das Finanças. Ao ter escolhido Gaspar ficou com uma Porta atravessada até ao dia em que ela decidir sair de São Bento. No entanto, o PM parece ter um aliado de peso: O Presidente da República. Não que Cavaco morra de amores por Passos Coelho mas porque uma crise política obrigaria a um novo resgate, além do mais era o próprio lugar do PR que estaria em causa, caso optasse por uma dissolução do Parlamento. 

A história destes dois anos é muito simples de se escrever: crise, austeridade, pobreza e o espectro da bancarrota sempre a pairar no ar. É certo que a herança foi pesada, contudo há muito que o governo deveria obter os primeiros resultados positivos. Perante o cenário ninguém acredita que a troika saia de Portugal no prazo estabelecido, ou seja precisamente daqui a um ano. Se o fizer estaremos entregues de novo aos velhos costumes que nos levaram a esta situação, se por cá ficar é sinal que os sacrifícios vão continuar. 

Dois anos após a tomada de posse o que mais se fala é demissão, eleições antecipadas e um novo governo. Contudo também na oposição o cenário é negro e não por aí que vamos mudar, pelo que optar entre continuar com este governo até 2015 e sermos liderados por António José Seguro venha o diabo e escolha, mas eu prefiro a primeira hipótese, até porque não se sabe se algum santo milagreiro chegará a Portugal e inverterá os números. Apesar de tudo, ainda há uma réstia de esperança que os nossos credores nos deixarão voltar a financiar no mercado internacional. 

os professores vão faltar à chamada

Em dia de arranque dos exames nacionais, 17 de Junho, está prevista uma greve de professores. Ou seja, os  alunos têm de estudar mesmo sabendo que o seu exame poderá não se realizar, sendo que irão ficar na dúvida em relação ao que a guerra entre Ministério da Educação e Sindicatos vai acabar. 

Esta guerra provocada pelos sindicatos, com Mário Nogueira à cabeça demonstra bem a falta de civismo e preocupação com que as lutas são encaradas. Não interessa a forma, se terceiros poderão ser prejudicados.......o que importa mesmo é a convicção das ideias e nada mais. Outras formas de luta poderiam ser pensadas e executadas, todas menos faltar aos exames nacionais. Os alunos não têm culpa das guerrilhas ideológicas entre Sindicatos e governo, o que lhes interessa é o seu futuro, pelo que todos os professores que pensam faltar à chamada deveriam pensar melhor que não estão a fazer nenhum favor aos sindicatos mas a retirar aos alunos a possibilidade de pretender alcançar um futuro melhor. O futuro dos alunos depende dos exames, já o futuro da classe não depende desta forma de luta. Outros protestos que não prejudique as pessoas deveriam ter sido pensados, além do mais parece que os sindicatos estão a travar uma guerra contra os alunos e não contra o governo. Infelizmente bom senso é um sentimento que não impera na FENPROF nem no seu líder eterno. 


Terça-feira, 4 de Junho de 2013

Cavaco já não é o Presidente de todos os portugueses

É comum afirmar que o chefe de Estado é o Presidente de todos os portugueses. Esta frase vale para qualquer Presidente da República independentemente da sua cor partidário. É um facto notório que o PR tem sempre o carinho do povo, ao contrário do que acontece com os PM, já que a popularidade deles começa a cair no dia a seguir à sua tomada de posse. Lembro-me muito bem da assobiadela que Guterres levou no Pavilhão Atlântico no Masters de Ténis bem como da humilhação que Durão Barroso teve de enfrentar na inauguração do novo estádio da Luz em 2003. 

Cavaco Silva tem vindo a perder o carinho que os portugueses têm por qualquer Presidente da República. Tendo em conta que o PR não tem funções executivas nem legislativa acaba por ser natural a relação estabelecida entre povo e Presidente. O que é um dado adquirido, para Cavaco já não é bem assim. O PR está a perder popularidade e respeito junto das pessoas. O facto de não fazer nada em relação à crise governativa bem como o apoio dado a este executivo tem merecido alguma contestação. Ainda que seja tímida, alguns protestas que visam o PR não são normais nem um bom sinal para os últimos três de mandato de Cavaco. O actual PR já aceitou um pedido de demissão de Sócrates, pelo que é natural que não queira forçar Passos Coelho a seguir o mesmo caminho. Isso mancharia claramente o segundo mandato de Cavaco que ficaria marcado pela antecipação de duas eleições legislativas. Compreende-se a posição do PR mas o povo não gosta do seu silêncio nem da sua hesitação. A única esperança que as pessoas têm é a decisão de Cavaco, seja ela boa ou má, o que todos estão à espera é que o Presidente faça algo e não se limite a mandar pistas para que os comentadores façam o trabalho de explicar às pessoas o que vai na mente do PR. 

Exige-se ao PR acção e não omissão. Com tudo o que se tem passado com Cavaco podemos chegar ao ponto de ser ele próprio a pedir antecipação das eleições presidenciais, o que seria inédito. Nesta altura talvez fosse esse o melhor caminho.